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Mara desligou o telefone, dirigiu-se ao quarto onde colocou algumas roupas numa pequena mala de viagem. Reuniu as coisas necessárias, entrou no carro e conduziu até à sua pequena Aldeia, onde iria assistir ao funeral da sua avó. Tinha gratas recordações da avó e das suas belas histórias de princesas, que aguardam seu principe encantado. Nos últimos anos, a avó estava acamada, mal dando sinais de vida, sobretudo depois do AVC sofrido há dois anos.
Mara chegou ao fim do dia, dirigiu-se rapidamente para o velório na Capelinha. Deu uma vista de olhos pela sala e estranhou uma personagem sentada a um canto de óculos escuros, fungando assiduamente, e, aparentemente só. Cumprimentou de longe e ficou curiosa.
No dia seguinte, no funeral, a família estava reunida e a estranha mulher aparece de novo. De aparência ainda jovem, alta, bem parecida, demonstrando algum pesar. Voltando do cemitério, a família reuniu alguns amigos, para tomarem um chá, antes de se separarem. Por amabilidade, convidaram a estranha mulher, que declinou o convite, e se dirigiu à Residencial, onde tinha reservado um quarto. Foi então, que um dos tios mais velhos, contou que aquela mulher era sua irmã. O avô de Mara tinha tido uma aventura, e havia nascido uma menina, fruto desse romance extra-conjugal. A avó que sempre soubera, tinha sofrido essa traição, em silêncio, perante o marido e a família.
Quando a mulher morreu, a avó já viúva, ajudou a menina. A criança adolescente, foi criada por uma tia, irmã da mãe, mas a avó de Mara procurou-a, protegeu-a e criou laços de amizade com ela, ao que a criança retribuiu. Após a morte da sua protectora, a jovem já adulta, retribuiu esse amor, acompanhando-a até à sua última morada.
Esta é a 1ª de várias crónicas, que irão surgir.
Espero que gostem!
Resto de excelente semana,
Rosa dourada