
«Um pintor parisiense regressa às suas origens e à casa da sua juventude. A casa é rodeada por um enorme terreno, que o pintor não tem tempo nem o talento para tratar. Coloca por isso um anúncio e o primeiro candidato é um velho conhecido, perdido de vista há muito tempo e agora miraculosamente reencontrado. Será ele o jardineiro.»

O pintor descobre no jardineiro um homem que primeiro o intriga e depois o maravilha, com a simplicidade e franqueza na sua forma de ver o mundo. Os dois, passam a ter longas conversas naquele cenário a perder de vista, na região dos Alpes.
Durante estas conversas que se prolongam ao longo dos dias que passam, na pacata aldeia onde vivem, retomam a amizade e cumplicidade vividas nos tempos da velha escola.
A amizade fortalece-se e o pintor fará tudo para salvar a vida do amigo, mas não mais pode fazer do que acompanhá-lo nas suas últimas vontades.
E tão bem as cumpriu, que o filme termina com uma enorme exposição das suas obras, com muita cor, onde estão retratados, os legumes da horta, o jardineiro, e tudo o que compunha o dia daquele homem simples, que olhando o tempo, até sabia quando iria chover. Ele adorava a horta e os seus legumes.
Nessas conversas sobressaiu um elemento muito importante, que talvez seja esquecido na maior parte das vezes. Este homem era reformado da SNCF, Caminhos-de-ferro Franceses, e em alguns momentos deixou passar as condições duras em que trabalhava
com neve, chuva, frio ou calor. Pior, era quando o comboio passava no túnel, e eles tinham de largar tudo e encostar à parede, até o comboio passar.
Condições duras que alguns têm de viver para que todos nós possamos usufruir da maravilha do progresso !!!Rosa dourada